Henrique Lissovsky é um renomado compositor, arranjador e violonista brasileiro, cuja trajetória musical é marcada por uma sólida formação acadêmica e uma vasta experiência em diversas vertentes, do clássico ao jazz e à música popular brasileira. Sua excelência foi reconhecida internacionalmente em 1994, quando foi premiado por Leo Brouwer e Philip Catherine no Concours de Création Musicale do XI Carrefour Mondial de la Guitare realizado pelo Centre Martiniquais D'Action Culturelle.
Nascido no Rio de Janeiro em 1960, Lissovsky iniciou seus estudos musicais com a flauta doce na infância, desenvolvendo seu interesse pelo violão aos 11 anos. Desde cedo, participou de recitais no Auditório do Ibam e em sua escola, interpretando um repertório que abrangia compositores clássicos e populares. Aos 21 anos, buscou aprofundar seus conhecimentos em Percepção, Harmonia e Análise Musical, ingressando no Curso de Regência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se destacou com nota máxima em Instrumentação e Orquestração na classe do Professor Ronaldo Miranda.
Como violonista, Lissovsky tem se apresentado em importantes espaços como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro e em São Paulo, atuando tanto como solista quanto como acompanhador de grandes nomes do canto lírico nacional, incluindo Inácio de Nonno, Ruth Staerke, Maria Lúcia Godoy, Paulo Fortes, Daniela Carvalho, Lício Bruno e Débora Grimaldi.
Sua colaboração com a cantora Clara Sandroni, em 1989, no CD homônimo, proporcionou-lhe a oportunidade de acompanhar Milton Nascimento, além de atuar como instrumentista e arranjador em outras faixas. A parceria com Sandroni resultou em turnês por diversas cidades brasileiras, com shows de abertura para Milton Nascimento, alcançando plateias de mais de 10.000 pessoas.
A incursão de Lissovsky na vertente jazzística brasileira teve seu primeiro marco em 1990 com o CD Southern Cross, lançado exclusivamente na Europa pela ITM-records, sob a direção do contrabaixista Paulo Russo. O álbum inclui duas composições de sua autoria: "Seringal" e "Dadaê".
Em 1995, realizou sua primeira viagem internacional como integrante do grupo "Flautistas do Rio", um septeto liderado por Celso Woltzenlogel. O grupo viajou aos Estados Unidos a convite da National Flute Association para participar de um encontro que reuniu mais de 500 músicos, compositores e arranjadores de todo o mundo.
Em 1998, Lissovsky organizou a noite instrumental do II Festival de Inverno de Santa Teresa, convidando os músicos Aline Gonçalves, Mauro Senise, Paulo Russo e Edu Szajnbrum.
No ano 2000, durante as comemorações dos 500 anos do "Descobrimento" do Brasil, Lissovsky embarcou para Portugal com o Quarteto Sambajazz, a convite da maestrina e cantora Antonia Maria Serra e sob o Alto Patrocínio do Ministério da Cultura de Portugal. O grupo participou do Rota Jazz, um encontro de músicos brasileiros e portugueses, apresentando um repertório com melodias de Pixinguinha, K-ximbinho e Tom Jobim, com Mauro Senise nos sopros, Lissovsky no violão, Paulo Russo no contrabaixo e Edu Szajnbrum na bateria e percussão, além de temas autorais.
Sua atuação como violonista, arranjador e produtor musical continuou em destaque no início dos anos 2000, incluindo o CD Cantigas (2001), de Dianna Pequeno, lançado pelo selo Radio Mec, e o CD Nilo Batista – Choros e Canções (2002). Com Dianna, Henrique trabalhou durante seis anos atuando principalmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.
Em 2005, a convite de Tina Pereira, da Orquestra de Sopros da Pro Arte, Lissovsky realizou um arranjo inédito para o tema Coisa No.10 do saxofonista Moacir Santos, um trabalho que foi calorosamente recebido pelo próprio Moacir Santos.
No ano seguinte, em 2006, a convite da maestrina Valéria Matos (Associação de Canto Coral) participou do imenso coral da montagem da "Sinfonia dos Mil" de Gustav Mahler, em concertos regidos pelo maestro Isaac Karabtchevsky no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no Projeto Aquarius, na Praia de Copacabana.
Em 2007, lançou o CD Tem Sambajazz na Belazul em parceria com a DeliraMusica. O álbum, composto por 11 faixas instrumentais de sua autoria, contou com a participação de músicos renomados como Mauro Senise, Paulo Russo, Ivan Conti (Mamão), João Rebouças, Robertinho Silva, Joana Queiroz e Rafael Barata. O disco foi aclamado pela crítica, sendo destacado por Beto Feitosa (Ziriguidum) como o "tipo de disco que leva (e eleva) o nome do Brasil e o prestígio de sua música", e altamente recomendado pelo audiófilo Fernando Andrette na revista Áudio e Vídeo – SP.
Desde 2007 Henrique vem atuando como arranjador no projeto Flautistas da Pro Arte, hoje dirigido por Cláudia Ernest Dias, tendo realizado arranjos inéditos para obras de Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, K-ximbinho e Sivuca. Neste mesmo ano, o compositor contemplado foi Gilberto Gil.
Desde 2007, Lissovsky também atua como arranjador no projeto Flautistas da Pro Arte, hoje dirigido por Cláudia Ernest Dias, criando arranjos inéditos para obras de Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, K-ximbinho, Sivuca e Gilberto Gil. Para a Orquestra de Sopros da Pro Arte, sob direção musical de Raimundo Nicioli, realizou arranjos para obras de Moacir Santos, Luiz Eça, Garoto, Sivuca e Gilberto Gil.
Em 2009, deu continuidade à parceria com o barítono Inácio de Nonno, apresentando-se regularmente em um duo de canto e violão focado na canção brasileira, sem se prender a rótulos de música popular ou erudita.
Sua conexão com o mestre Leo Brouwer se fortaleceu em 2010, quando participou da Masterclass di Chitarra con Leo Brouwer na Itália. Em 2011, com apoio logístico da Dell'Arte, Lissovsky articulou a vinda do Maestro Brouwer ao Rio de Janeiro para a realização de uma Masterclass no II Festival Internacional de Violão da UFRJ.
Em 2012, lançou seu segundo disco em parceria com a DeliraMúsica, o álbum Solo, com repertório de violão solo que inclui peças de Bach, Villa-Lobos, Baden Powell, Hélio Delmiro e Gilberto Gil. O lançamento foi destaque no Jornal Estado de Minas.
Convidado por Jorge Roberto Martins concede entrevista sobre o CD "Henrique Lissovsky - SOLO" no Programa Sala de Música da Radio MEC em 01 de junho 2013.
Em 2015, viajou a Cuba para participar do mega Festival Las Voces Humanas, onde lançou seu CD mais recente, Henrique Lissovsky (Tratore Discos), concedeu entrevista à Havana Radio e realizou um concerto no Kcho Estudio Romerillo.
Seu trabalho mais recente é um novo CD instrumental, gravado em Havana (janeiro/2017) e finalizado no Rio de Janeiro. Neste projeto, Lissovsky e a baterista Yissy García reuniram músicos da nova geração cubana e brasileira, produzindo um álbum com temas compostos por Lissovsky, muitos inspirados em sua primeira viagem a Cuba. O trabalho conta com a participação de Aline Gonçalves, Josué Borges, Julio Rigal, Aryam Varona, Tiago Molina e Bruno Oliveira (Onilu). (Tratore Discos).
Em dezembro de 2019, realizou um emocionante tributo ao contrabaixista Paulo Russo no Triboz, em um duo com o contrabaixista Augusto Mattoso.
Convidado por Jorgos Panetsus, diretor artístico do Forum Guitarre Wien 2025, Henrique Lissovsky viajou para a Áustria com o apoio da Funarj/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O objetivo da viagem foi dar suporte à participação da violonista Olivia Nacimiento, então estudante do Curso Técnico Profissionalizante e inscrita na "Youth Competition", representando a Escola de Música Villa-Lobos/RJ.
Com uma extensa e influente trajetória na área educacional, Henrique Lissovsky se destacou como precursor da Prática de Conjunto em importantes instituições. Ele atuou como professor nos Seminários de Música Pro Arte entre 1983 e 2017 e, na Escola de Música Villa-Lobos, onde leciona desde 1985, conduziu a Orquestra de Violões de 1995 a 2010.
